A nossa história é bem parecida com isso. Só que o nosso caderno de receitas é a própria dorna de madeira.
Tudo começou lá em 1885. Imagina a cena: meus bisavós embarcando em um navio saindo de Gênova, na Itália, rumo a um país desconhecido chamado Brasil.
Eles não trouxeram muito na bagagem, era uma época difícil. Mas trouxeram na cabeça e no coração a técnica rústica de fazer o verdadeiro vinagre europeu. Aquela técnica demorada, que precisa de ar, de paciência e de respeito ao tempo.
Aqui no Brasil, minha bisavó Rosa fez questão de manter a tradição. Ela passou esse conhecimento para a minha avó, a dona Inês, que depois ensinou tudo para o meu pai.
A gente usa um processo que a indústria moderna não tem paciência pra fazer. Nós tiramos apenas um terço da dorna para engarrafar. Os outros dois terços ficam lá dentro. É a nossa Vinagre Mãe. É ela que carrega a alma da fermentação para o próximo ciclo. É literalmente uma base que está viva e se renovando há décadas dentro da nossa família.
Eu tenho essa memória muito clara: meu pai indo até a barriquinha de madeira lá no fundo de casa, mexendo no sabugo de milho e tirando aquele vinagre encorpado só pra temperar a nossa salada do almoço em família.
Quando decidimos estruturar a Vinagre Campestre em Catanduva e levar isso para as prateleiras, nós fizemos uma promessa silenciosa: não iríamos mudar uma vírgula do processo. E não mudamos.
Hoje, nossa barriquinha de madeira virou dornas de 3.000 litros. Mas a essence? Intacta. O mosto continua sendo virado de hora em hora. A fermentação continua durando de 10 a 15 dias. E o sabugo de milho continua fazendo a aeração perfeita.
Nós não fazemos vinagre em série, nós cultivamos paciência. E é por isso que temos tanto orgulho de dizer que o vinagre que você leva para a sua família é exatamente o mesmo que a gente usa na nossa.
Que tal experimentar o sabor que a nossa família guarda com tanto carinho há mais de 140 anos?